Ilhabela é muito fofa. O centro histórico parece cenário de novela da Globo. Mas nao foi fácil chegar lá. Vindo do aeroporto de Guarulhos, é preciso descer a serra fazendo curvas. Ônibus, balsa, mais ônibus… mas valeu a pena.

Eu fiquei na Vila, o centro histórico de Ilhabela, em uma pousada super charmosa, a Recanto da Villa.

Foi bastante conveniente, já que eu estava sem carro. De dia, eu utilizava bicicleta, passeios turísticos ou transporte público para me movimentar pelas várias praias. E, à noite, para jantar e dar uma circulada, não precisava ir longe do hotel.

Ilhabela tem muitas praias. Eu escolhi fazer um tour de jipe para Castelhanos, um passeio de barco em direção às praias do norte da Vila (Praia da Fome e Jabaquara) e passar um dia na praia do Curral. Além de fazer vários passeios de bicicleta pela orla.

Castelhanos

Escolhi Castelhanos por ser conhecida como uma das mais bonitas do Brasil. Havia chovido, então o trajeto de jipe, por dentro do Parque Estadual de Ilhabela e em estrada de chão, já foi uma aventura.

Além disso, na praia começa uma trilha que vai até uma cachoeira, que é ótima para banho. Esse post conta bem sobre como é esse passeio.

Praia da Fome e Jabaquara

Ainda não falei dos mosquitos, mas eles são famosos. A dica que me deram, e que repito porque funcionou, é comprar repelente lá, pois na região eles tem os apropriados para os insetos nativos.

Eu tinha levado meu próprio repelente, mas, quando cheguei em Jabaquara, precisei recorrer a um local. Por sorte, tem sempre alguém vendendo repelente por lá.

Tirando os mosquitos, todo o resto no meu passeio de barco funcionou super bem. Ele começou no pier da própria Vila e, primeiro, parou na Praia da Fome, que é super pequena, apenas para as pessoas aproveitarem um pouco o mar.

De lá, continuamos até Jabaquara. Nesta há um pouco mais de estrutura, e a parada foi mais longa, perto de duas horas.

Praia do Curral

No último dia resolvi pegar praia e escolhi a Praia do Curral por ter fama de ser a mais badalada.

Tentei o tal do Day Card do DNPY, um hotel cinco estrelas. Mas naquele dia eles não estavam reservando espreguiçadeiras na beira da praia para não-hóspedes, então não funcionou.

E acabei sentando numa cadeirinha de plástico de qualquer quiosque. E me diverti igual – a música era boa e o dia estava lindo.

De lá, peguei um ônibus para ver o pôr do sol no restaurante Nova Iorqui. O site já avisa que é longe: ele fica “no final do asfalto”. De lá, a única opção é continuar por trilha até o Bonete.

Dei azar: surgiram nuvens que atrapalharam o pôr-do-sol. Mas acho que é um passeio legal, que vale a pena ser feito.

Recomendo

Ilhabela é um lugar que vale muito a pena para quem gosta de praia e natureza.

Nem todo mundo sabe, mas Ilhabela é um arquipélago com 14 ilhas, e essa de que estamos falando até agora é a maior delas, que se chama São Sebastião.

O Parque Estadual de Ilhabela (Floresta Atlântica) ocupa 84% do seu território. É trilha e praia que não acaba mais.

E para conhecê-los dá para usar jipe, barco, bicicleta, carro, ônibus… Além disso, há muitas opções de hotéis e restaurantes, não só na Vila, que foi onde fiquei, como também no centro e em várias das praias.

Para todos os gostos e todos os bolsos.