Existem lugares que marcam a gente. Esse post é sobre isso. E sobre por que eu amo Paris!!

Eu gosto de correr e prefiro correr na rua. E em Paris corri, muito!

Na primeira corrida, conheci o Jardim de Luxemburgo, continuei pelo Boulevard Montparnasse, que então vira Boulevard des Invalides e, quando me dei conta, já estava correndo há uma hora!!!

Foi nessa corrida que descobri que já amava Paris!!!

Estive em Paris no verão e foi meu primeiro verão na Europa. Achei bizarro ver Les Plages de Paris: sim, a prefeitura coloca areia na beira do Sena, e as francesas juram que é praia e tomam banho de sol de biquini no meio da cidade enquanto os turistas passam. Com o tempo a gente acostuma… pela Europa afora é mais ou menos assim.

Momento confissão: eu sempre quis ser aquele tipo de mulher que passa cremes no rosto diariamente, antes de dormir e ao acordar e nunca consegui.

Estando em Paris por 5 semanas e com trinta e poucos anos a gente pensa: “É agora ou nunca”!.

E aí aconteceu algo fantástico: minha nova amiga, colega de aula de francês, carioca era… isso mesmo, dermatologista. E foi pra farmácia comigo e me indicou exatamente quais daqueles creminhos lindos eram os melhores para a minha pele.

Deu certo! Hoje, 5 anos depois, ainda tenho o hábito que criei naquela época de lavar o rosto e usar meus creminhos franceses antes e depois de dormir.

Só na minha segunda vez em Paris fiz o passeio de barco no Sena.

Não considero o passeio imperdível – embora o meu tenha sido. Na minha segunda visita à cidade, já super familiarizada com tudo que veria pelo caminho, fiz o passeio de barco à noite e com dois grandes amigos. Foi mágico!

O “bar da esquina de casa” em 2011 eram todos da Rue de Canettes e da Rue Princesse.

Uma amiga me indicou o Chez Georges, mas o lugar onde mais nos divertimos foi no Little Temple Bar.

Outro bar bem legal é o Caveau des Oubliettes. Foi lá que vi uma guilhotina pela primeira vez. Faz parte da decoração. Tem música ao vivo e, na noite em que fui, estava rolando uma jam session.

Fui numa única balada em Paris, no Batofar. Música eletrônica dentro de um barco. Foi beeem diferente! Legal!

Na frente da Notre Dame fica o marco zero, de onde as distâncias de Paris são medidas, e, se um amigo não tivesse me avisado, teria passado sem ver, como a maioria das pessoas faz.

Ainda sobre a Nôtre Dame, por acaso entrei na igreja enquanto acontecia uma apresentação para turistas, contando a história da igreja. Foi super interessante.

“No creo en las brujas, pero que las hay, las hay!” Embora um lado meu tenha certeza de que “do pó viemos e ao pó voltaremos”, tem um outro que tem certeza de que, numa outra vida, vivi na Paris Medieval.

Momento mágico 1: dei de cara, por acaso, com o Musée de Cluny. Chorei. É uma mansão medieval, que ficou pronta no ano de 1500, e que hoje está plantada no coração de Paris.

Entrei no museu e em várias salas, sem qualquer explicação e, basicamente, vendo “pedra sobre pedra”, chorei que nem criança.

Momento mágico 2: no ano seguinte visitei as escavações na frente da Notre Dame. E, mais uma vez, inexplicavelmente, chorei na frente das pedras medievais. Sem noção, sem explicação. Me emociona demais. Simples assim.

No Musée de Cluny (Musée de Moyan Age) vi umas das coisas mais lindas que já vi na vida – e que não à toa é considerado uma das maiores obras de arte da Europa na Idade Média: um conjunto de 6 tapeçarias do séc XV, chamado A Dama e o Unicórnio.

Cinco das tapeçarias são comumente interpretadas como representando os cinco sentidos – paladar, audição, visão, olfato e tato.

A sexta exibe as palavras ” À mon seul Désir “ (à meu único desejo). O significado da tapeçaria é obscuro, mas foi interpretada como representando o amor ou a compreensão.

Ah, que sempre tenhamos Paris. Amo demais!