Bryggen, essa região de Bergen que é hoje Patrimônio Histórico da Humanidade, fica na Noruega. Mas é parte importante da história da Alemanha.

Ao longo da Idade Média, surgiu na Europa o Sacro Império Romano-Germânico. Para ter maior autonomia comercial frente ao Império, várias cidades e grupos de comerciantes alemães associaram-se.

Assim surgiu a Liga Hanseática, cujo nome vem de Hanse, que, em alemão antigo, significa associação. E ela controlou o comércio no mar Báltico entre os séculos XIII e XV.

Para ser parte da Liga, era preciso ser uma cidade germânica. Mas havia exceções, como Estocolmo (então no Reino de Flandres), algumas cidades na Polônia e grupos de comerciantes alemães baseados em países como Islândia, Irlanda e Espanha. No seu auge, a Liga contou com mais de 100 cidades.

Os objetivos comuns dessas cidades eram proteger seus navios e suas rotas comerciais, estabelecer bases comerciais com condições favoráveis em pontos estratégicos e garantir monopólio dos produtos que comercializavam, sempre que possível.

Bryggen, em Bergen (Noruega), foi uma dessas bases comerciais, conhecidas como Kontores.

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Os outros Kontores estavam localizados em Bruges (Bélgica), Novgorod (Rússia) e Steelyard, em Londres (Inglaterra).

O último encontro oficial da Liga Hanseática aconteceu em 1669. Mas a relação entre as cidades manteve-se, com múltiplos formatos.

O kontor de Bergen deixou de existir no meio do século XVIII. Muitos dos alemães que o controlavam já não tinham para onde voltar e, ao invés disso, formaram o Escritório Norueguês (Det Norske Kontor), permanecendo na região.

Bryggen, com suas 56 casas de madeira e 6 de pedra, é o maior conjunto arquitetônico remanescente da época da Liga Hanseática, e, desde 1979, é considerado Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO.

A memória da rede de Cidades permance: em 1980 foi formada a Nova Liga Hanseática, que busca manter o espírito de união entre cidades, independentemente da fronteira entre os países.

 

Fontes: Brittanica.com e Hanse.Org